MINICURSOS

Não há limitação no número de minicursos que cada pessoa pode fazer, uma vez que eles não ocorrerão simultaneamente.
Contudo, CADA minicurso tem o valor de 10 reais.
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Minicurso 1:  “Bioindicadores de Qualidade de Água: uma visão em ecologia aquática através dos macroinvertebrados bentônicos”

Palestrante: Dra. Juliana Silva França (INMA) 

Ementa: Oferecer um minicurso teórico-prático sobre a avaliação ecológica de ecossistemas aquáticos continentais através da utilização de macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores de qualidade de água. Principais assuntos a serem relacionados: conservação de biodiversidade, ecologia aquática, serviços ecossistêmicos, gestão de bacias hidrográficas, biomonitoramento e bioindicadores bentônicos de qualidade de água.

Minicurso 2: “Liquenologia: taxonomia e ecologia de fungos liquenizados”

Palestrante: MSc. Carlos Augusto Vidigal Fraga Junior (IFES/Centro Serrano) 

Ementa: O minicurso objetiva-se a estudantes ou profissionais formados da área de biologia. Neste, serão abordados aspectos históricos, conceituais, morfológicos e ecológicos dos fungos liquenizados. Um grupo fascinante e pouco estudado no estado do Espírito Santo, com uma gigantesca janela para capacitação e pesquisas. Histórico: Origem e evolução; Sistemática; morfologia; química; morfologia do sistema reprodutivo; aplicações cotidianas; prática de coleta; prática de taxonomia e identificação. 

Minicurso 3: “Aproximando Ciência e Cultura”

Palestrantes: Dr. Elidiomar Ribeiro da Silva e Dra. Luci Boa Nova Coelho (IB-UFRJ) 

Ementa: A preservação dos recursos naturais é uma necessidade urgente dos dias atuais. Todos devem estar engajados nessa causa e uma das formas de se propiciar isso é abrir as portas da academia científica para a sociedade como um todo. O estudo da presença simbólica de animais e outros seres biológicos nas mais distintas manifestações culturais caracteriza a chamada biologia cultural, com desdobramentos e possibilidades de utilização para a divulgação científica em sala de aula e atividades externas. No minicurso, serão abordados exemplos teóricos e práticos da biologia cultural, sempre enfatizando seus benefícios à preservação da biodiversidade. Como atividade de final de curso, os alunos serão convidados a participar da confecção de um fanzine, dentro da temática conservacionista.

Minicurso 4:  “Óleos essenciais: da síntese às novas possibilidades de aplicações”

Palestrantes:  Vanessa Sessa Dian e  Daiane Nascimento Maronde (IFES/Alegre)   

Ementa: Os produtos de base natural vêm ganhando novos espaços, aplicações, mercados e, consequentemente, maior visibilidade social. O minicurso “Óleos essenciais: da síntese às novas possibilidades de aplicações”, visa difundir informações sobre o assunto e destina-se a todos os estudantes e profissionais que tenham interesse na temática. Este, irá abordar aspectos gerais sobre óleos essenciais de plantas, com ênfase às pertencentes à Mata Atlântica. Para isso, serão abordados tópicos como: processos de síntese de metabólitos secundários de plantas, uma visão geral sobre óleos essenciais, métodos de extração de óleos essenciais, o mercado de óleos essenciais e os novos campos de aplicação de óleos essenciais.

Minicurso 5:  “Biologia de abelhas sem ferrão”

Palestrante: Dr. Antônio Freire de Carvalho Filho (INMA) 

Ementa: Curso prático de biologia de abelhas sem ferrão, com identificação de ninhos de abelhas no campo e aprofundamento em biologia de nidificação e interações com organismos melitófilos (simbiontes de ninhos de abelhas sociais).

Minicurso 6:  “ECOLOGIA DE ESTRADAS NA MATA ATLÂNTICA: Como avaliar e mitigar os impactos dos atropelamentos de fauna silvestre?”

Palestrante: MSc. Tatiane de Mello do Carmo, Bióloga Gabrielly Benaducci Tolentino (INMA) e Dra. Fernanda Delborgo Abra (ViaFauna)

Ementa: Estradas e rodovias são essenciais para o deslocamento humano, mas trazem consigo uma série de impactos ao meio ambiente e à fauna, sendo o atropelamento de animais o principal impacto causado pelas rodovias e que precisa ser melhor investigado.  Milhões de animais morrem por ano nas rodovias brasileiras e as regiões que concentram os maiores modais rodoviários são a Região Sul e Sudeste que estão inseridas dentro do bioma Mata Atlântica. Diante disso, este minicurso visa discutir aspectos da Ecologia de Estradas na Mata Atlântica, principalmente sobre os impactos de colisão com fauna silvestre. Os Principais assuntos a serem abordados será a preparação da logística de campo para realizar coleta de dados; medidas de segurança necessária a serem tomadas; formas de mitigar os efeitos das estradas e rodovias sobre a fauna; padrões temporais e espaciais dos grupos de vertebrados mais afetados por atropelamentos; fatores associados ao aumento das taxas mortalidade e ações de conscientização para a redução do número de animais atropelados.

Minicurso 7: “Uso de bancos de dados espacial aplicado ao geoprocessamento ambiental”

Palestrante: MSc. Leandro Biondo (INMA) 

Ementa: a popularização do uso de mapas e informações espacializadas, o geoprocessamento tem evoluído rapidamente para estruturas organizadas que permitem armazenamento e compartilhamento de informações com o uso de bancos de dados espaciais e serviços de acesso a eles. Será realizada uma breve introdução de conceitos básicos e exemplos de uso com o programa:

Introdução à dados geoespacias – GDAL/OGR/OSR (Raster, Vector, Projection) – formatos, tipos e operações (https://pcjericks.github.io/py-gdalogr-cookbook/);
Utilização de dados vetoriais e matriciais com Qgis, Plugins e Python (www.qgis.org);
Acessando dados por serviços do Geoserver pelo Qgis (WFS, WMS – http://geoserver.org/ – Necessário navegador em notebooks ou smartphone para acessar exemplos) ;
Introdução Banco de dados Espacial PostGIS/PostgreSQL (https://postgis.net/);
Acesso a dados e processamento em banco PostGIS com Qgis (necessário notebook para atividades práticas);
Atividades práticas utilizando um banco de dados espacial local com informações de fauna e flora do projeto Rede de Compartilhamento de Dados e Divulgação da Mata Atlântica no Estado do Espírito Santo (RIMA – INMA/FAPES) e serviço WMS/WFS da base espacializada do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira ( https://sibbr.gov.br/ – https://ferramentas.sibbr.gov.br/geoserver/web/).

 Minicurso 8:  “O que precisamos saber sobre reprodução das plantas? Uma abordagem integrativa e prática de polinização em home office.”

Palestrante: Msc. Haissa de Abreu Caitano e Biólogo Ricardo da Silva Ribeiro (INMA) 

Ementa: A reprodução das plantas (biologia reprodutiva de plantas) é um processo de extrema importância na natureza por contribuir direta e indiretamente na manutenção de flora e fauna dos ecossistemas. Entretanto, a maioria dos estudos que envolvem polinização e fenologia, uma das abordagens utilizadas na biologia reprodutiva de plantas, necessita e observações e acompanhamentos constantes em expedições de campo ou em condições controladas em casas de vegetação. Devido ao presente momento de isolamento social, este minicurso tem como principal objetivo apresentar estratégias e propostas para se trabalhar polinização e fenologia reprodutiva em home office nos seguintes ambientes: seu quintal, sua varanda ou mesmo na internet!

 Minicurso 9:  “Educação ambiental para conservação da biodiversidade: o trabalho com as trilhas

Palestrante: Dra. Lakshmi Hofstatter (IFBAIANO) 

Carga horária: 2h

Ementa: Conceitos básicos da educação ambiental; aplicação da educação ambiental para a conservação da biodiversidade; o uso das trilhas enquanto forma de aprendizado e vivência. 

Observações: Será disponibilizado às pessoas participantes uma pasta de materiais de apoio com aporte bibliográfico dos conteúdos abordados no minicurso. Poderemos usar parte do tempo para discutir alguma proposta e sanar dúvidas na condução e elaboração de trilhas.     

Minicurso 10:  “Sustentabilidade, cotidiano e consumo”

Palestrante: Bióloga Helena Pacca & MSc. Daniela Pivaro Zaccarelli (Ecótonus Meio Ambiente e Arquitetura)

Carga horária3 horas de encontro online

EmentaDurante a pandemia de Covid-19 foi muito divulgada a ideia de que, com a diminuição da circulação de pessoas, a natureza se reestabeleceria. Influenciadores da área ambiental chegaram a defender que a pandemia poderia ser positiva para o meio ambiente; ou que a sustentabilidade precisava de uma ação de marketing semelhante à usada na covid-19 para promover sua importância.

Será que já temos dados para afirmar que a pandemia é positiva para o meio ambiente? As vidas levadas e o sofrimento causado pela pandemia estão de acordo com o conceito de sustentabilidade divulgado pela Organização das Nações Unidas? Afinal, o que é sustentabilidade e como podemos praticá-la em nosso dia a dia?

Temas trabalhados na oficina: O que é sustentabilidade? Existem produtos sustentáveis? Quais são os limites da reciclagem? O que é greenwashing? Como os conceitos de pegada ecológica e pegada hídrica podem transformar nossos hábitos? O que podemos fazer em casa para adotar e divulgar práticas mais sustentáveis? É possível manter esses hábitos na pandemia?

Atividades propostas: Discutir o conceito de sustentabilidade e como ele é percebido no senso comum; Analisar perfis e postagens de redes sociais, identificando a percepção equivocada das pessoas sobre o conceito de sustentabilidade; Produzir uma sequência de posts no formato “stories” sobre o tema, buscando recursos visuais e textuais para esclarecer conceitos equivocados divulgados pelas empresas e pelo senso comum.

Observações:  3 dias para o envio das propostas de stories. Com a autorização dos participantes, os stories serão publicados.

Minicurso 11:  “Fotografia científica

Palestrante: MSc. Heideger Lima do Nascimento 

Ementa

Técnica fotográfica II: Como operar uma câmera em sua totalidade parte 2.

Perspectiva, escala e composição: cuidados ao transformar a percepção tridimensional em uma imagem bidimensional.

Textura, contraste, cores e iluminação: cuidados obrigatórios em imagens para inventários/coleções de animais e plantas.

Estudo de caso I: Fotografia no monitoramento de cetáceos.

Estudo de caso II: Fotografia no monitoramento de aves.

Realidades e ficções na documentação: a posição do fotógrafo na construção de narrativas documentais.

Projeções e impressões: Detalhes técnicos, cuidados e diferenças no uso de imagens em mídias digitais e impressão.

A escolha do equipamento: qual equipamento é melhor pra mim? Equilibrando eficiência, logística e orçamentos.

SIMBIOMA – Simpósio sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica