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No documento optou-se por usar “redução” da pobreza no lugar de “erradicação”. O primeiro item da Carta diz que a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável exigem o enfrentamento de grandes desafios-chave em saúde, alimentação, água, energia, biodiversidade, clima e educação, gestão de desastres, entre outros.
Promover o papel de Academias em avaliar a força e a fraqueza do atual sistema operacional de C&T em todo o mundo, quanto à capacidade para abordar as questões científicas relacionadas com o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza.
De forma resumida são apresentadas as seguintes propostas:
Reforçar o papel das Academias em assessorar governos e tomadores de decisão sobre as melhores políticas de C&T com base para atuar sobre os grandes desafios e as questões da pobreza. Tal conselho pode ser fornecido na forma de políticas relevantes, declarações e relatórios curtos usando a melhor evidência científica disponível.
Participar e aconselhar, nos níveis nacional e global, o processo sendo definido pela ONU e governos nacionais, visando o desenvolvimento das Metas de Desenvolvimento Sustentável, que irão construir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e convergir com a agenda de desenvolvimento pós-2015.
Auxiliar na orientação de jovens cientistas, promovendo a sua participação para concentrar parte de suas pesquisas para o fornecimento de soluções para os principais e grandes desafios.
Promover a participação das mulheres na ciência e na solução de grandes desafios. Empreendedorismo científico e tecnológico devem pertencer a todos, independentemente de nacionalidade, crença religiosa, origem social e gênero.
Facilitar a vinculação de projetos aos grandes desafios para que as Academias possam promover uma maior participação, visibilidade e aumento de escala dos projetos, incluindo a abordagem que ajude a traduzir C,T & I para a inovação empresarial e comercialização.
Auxiliar na ligação da ciência para a sustentabilidade e a Educação. Programas como o da IAP “Educação Científica baseada na investigação” e da UNESCO / ONU “Educação para o Desenvolvimento Sustentável” devem integrar ciência e sustentabilidade em suas novas abordagens para o ensino de ciências.
Auxiliar no aumento do nível de consciência, engajamento público e compreensão da ciência através da comunicação, usando experiências de sucesso e estudos de caso, que mostrem o papel da CT&I na resolução de grandes desafios e na redução da pobreza, em um formato de fácil compreensão para o público em geral.