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Reunião no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão reune pesquisadores e gerentes de Unidades de Conservação do ES
Reunião no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão
reune pesquisadores e gerentes de Unidades de Conservação do ES
O Projeto estratégico “Efetividade de Unidades de Conservação no Estado do Espírito Santo para a proteção da biodiversidade” de responsabilidade do Prof. Sérgio Lucena Mendes e aprovado pela FAPES irá realizar um estudo de dois anos em oito unidades de conservação do estado. O projeto envolve os Departamento de Ciências Biológicas – CCHN – Vitória, Universidade Federal do Espírito Santo, Departamento de Produção Vegetal – CCA – Alegre e Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas – CEUNES – São Mateu da Universidade Federal do Espírito Santo, o Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, o setor de ictiologia do Museu Nacional/UFRJ – Rio de Janeiro, além do Instituto Estadual de Meio Ambiente – SEAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação Ambiental – MMA.
No estado há atualmente 56 UCs estaduais e federais , sendo 18 Unidades de Proteção Integral (seis REBIOs, 11 PEs/PARNAs e um MN) e 38 Unidades de Uso Sustentável (oito APAs, três FLONAs, 24 RPPNs, uma ARIE, uma RDS e um REVIS). Há algumas unidades de conservação municipais, mas em geral de pequeno porte. Diversas áreas privadas estão relacionadas à conservação no estado, mas não são declaradas oficialmente como RPPNs e, por isso, não fazem parte do sistema de UCs.
Apesar das dezenas de UCs criadas no ES, a maioria possui áreas pequenas ou está em categorias em que a proteção não é muito eficaz, de maneira que poucas aparentemente podem proteger de maneira efetiva a biodiversidade.
Em função disto, surge uma pergunta, para a qual ainda não temos uma boa resposta: os maiores e mais bem protegidos remanescentes de Mata Atlântica no ES são efetivos na proteção da biodiversidade? A busca desta resposta é de grande importância para a avaliação do nosso atual sistema de áreas protegidas e para a tomada de decisões que ajudem na conservação da diversidade biológica do Estado.
Para responder, pelo menos em parte, a essa pergunta, o projeto irá procurar diagnosticar a efetividade das principais UCs no ES, usando grupos faunísticos sensíveis às alterações ambientais ou à fragmentação florestal. Este diagnóstico será realizado com base em dados históricos e atuais, da fauna de insetos aquáticos, peixes de riachos e mamíferos de médio a grande porte em oito unidades de conservação distribuídas de norte ao sul do Estado
Para lograr seu objetivo o projeto propõem as seguintes metas:
- Organizar uma base de dados sobre insetos aquáticos, peixes de riachos e mamíferos de médio a grande porte em unidades de conservação (UCs) no Espírito Santo;Realizar um diagnóstico da fauna de insetos aquáticos, com ênfase em Ephemeroptera, Plecoptera e Trichoptera, nas UCs selecionadas;
- Realizar um diagnóstico da fauna de peixes de riachos nas UCs selecionadas;
- Realizar um diagnóstico da fauna de mamíferos de médio a grande porte nas UCs selecionadas;
- Caracterizar o uso e ocupação do solo nas UCs selecionadas e em suas zonas de amortecimento;
- Simular a viabilidade populacional de mamíferos de médio a grande porte nas UCs estudadas;
- Modelar a ocorrência potencial de espécies nas UCs estudadas, comparar com a ocorrência real comprovada no diagnóstico faunístico e identificar as lacunas de proteção;
- Disponibilizar a base de dados de fauna e os relatórios do projeto para o público, por intermédio de sítio eletrônico;
- Contribuir para a formulação de políticas públicas de conservação da biodiversidade no Estado do Espírito Santo;
- Preparar, pelo menos, quatro trabalhos para publicação em revistas especializadas, sobre insetos aquáticos, peixes, mamíferos e uso e ocupação do solo nas UCs.