Museu Paraense Emílio Goeldi

20140312
Histórico

Fundado em 1866, pelo naturalista Domingos Soares Ferreira Penna, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) é a mais antiga instituição científica da Amazônia e o segundo maior museu de história natural do Brasil. Localizado em Belém, capital do estado do Pará, em 1955, passou a ser administrado pelo governo federal. Sua atuação centenária no inventário da sociobiodiversidade e nos estudos sobre a dinâmica dos ecossistemas amazônicos o consagra como um dos mais importantes centros de pesquisa do País. Uma agenda de investigações que inclui a cultura material, imaterial e as dinâmicas sociais, oferecendo, assim, uma base sólida para as políticas públicas relacionadas à conservação da biodiversidade, ao fortalecimento da cidadania e à preservação das culturas amazônicas.

Atividades

O Museu Goeldi tem suas atividades distribuídas entre a pesquisa, a comunicação científica e a formação de recursos humanos. As linhas de pesquisa estão organizadas em quatro coordenações: ciências da Terra e ecologia, botânica, zoologia e ciências humanas (antropologia, arqueologia e linguística indígena). Associados às coordenações, existem quatro cursos de pós-graduação: mestrado e doutorado em zoologia e em ciências sociais, em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA); mestrado em botânica tropical, juntamente com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); e estrado em ciências ambientais, em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental e UFPA.
Em complemento a esses cursos, existem quatro programas destinados à formação científica em diversos níveis de ensino: Programa Institucional de Iniciação Científica Júnior (PIBIC-Jr.), destinado a estudantes do ensino médio e fundamental; Programa de Estágios, para estudantes do nível médio e de graduação; Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC), destinado aos estudantes de graduação; e o Programa de Capacitação Institucional (PCI), voltado para a fixação de pesquisadores graduados e pós-graduados. Na promoção sistemática da educação científica, somam-se também as ações do Clube do Pesquisador Mirim (140 alunos em 5 municípios) e o Prêmio Marcio Ayres Para Jovens Naturalistas direcionado a estudantes de todo o estado do Pará.

O sistema de comunicação científica institucional envolve a Coordenação de Informação e Documentação (Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna e Arquivo Guilherme de La Penha ), a Coordenação de Museologia, o Parque Zoobotânico, o Serviço de Comunicação Social e o Núcleo Editorial. Os resultados das pesquisas do MPEG são divulgados para públicos distintos, com suportes e veículos diferenciados.

O Núcleo Editorial mantém dois periódicos científicos: o “Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas” e o “Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Naturais”, Criados em 1894, os boletins são permutados com instituições científicas e estão disponíveis online, com acesso gratuito. O MPEG mantém uma diversificada linha editorial que inclui livros científicos e de divulgação científica, informativos jornalísticos, manuais, guias, cartilhas, kits didáticos, vídeos, DVDs, sites, blogs e multimídias.

Na agenda de pesquisas da instituição, destacam-se programas e projetos estratégicos, relativos a políticas de desenvolvimento e conservação ambiental da Amazônia, como o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), a Rede de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia (GEOMA) e o Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD/CNPq), a partir do recente estabelecimento do sítio de Caxiuanã, na Estação Científica Ferreira Penna. O MPEG tem liderado também a elaboração da Lista de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora do Estado do Pará, em parceria com a organização não governamental Conservação Internacional (CI) e a Secretaria de Meio Ambiente do estado, bem como o diagnóstico e monitoramento ambiental em áreas sob exploração mineral e hidroenergética. Atualmente, tem ações voltadas ao ordenamento territorial do Pará, coordenando o planejamento de unidades de conservação e as análises de paisagens, no âmbito do Zoneamento Ecológico Econômico do estado e no Distrito Florestal Sustentável (DFS), que reúne as unidades de conservação de diferentes categorias estabelecidas ao longo do eixo da BR-163 (Rodovia Santarém-Cuiabá). As dinâmicas sociais, as mudanças no uso da terra e seus impactos e a produção florestal madeireira e não madeireira também têm sido alvo das pesquisas coordenadas pelo MPEG na região do distrito.

O Museu Goeldi possui três bases físicas: o Parque Zoobotânico, o Campus de Pesquisa e a Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn), base avançada na Floresta Nacional de Caxiuanã, ao sul do Marajó, a 450 quilômetros de Belém.

Criado em 1895, tombado como patrimônio em nível federal e estadual, o Parque Zoobotânico tem 5,4 hectares de área e reúne um expressivo conjunto de monumentos e prédios históricos, além de centenas de espécies animais e vegetais. Mantendo uma média de 200 mil visitantes por ano, o Parque abriga o Aquário Jacques Huber, o mais antigo do Brasil (1911); o Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna (1879), conhecido como Rocinha, onde são mantidas exposições temporárias e de longa duração; o Centro de Exposições Eduardo Galvão e a Biblioteca de Ciências Clara Maria Galvão (1899).

As coleções científicas do Museu Goeldi, localizadas no Campus de Pesquisa, somam mais de 4,5 milhões de itens tombados, constituindo-se em uma das mais relevantes fontes de informação para estudos da biodiversidade e das sociedades humanas da Amazônia. Existem 20 coleções nas áreas de botânica, zoologia, arqueologia, etnografia, linguística, paleontologia, material genético, minerais e rochas, além de grande acervo bibliográfico e arquivístico. Parte das coleções de arqueologia e etnografia é tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

A infraestrutura de pesquisa inclui laboratórios associados às coleções científicas e quatro laboratórios institucionais: Unidade de Análises Espaciais, Microscopia Eletrônica de Varredura, Óleos Essenciais, e Biologia Molecular. O Campus de Pesquisa também abriga o Horto Botânico Jacques Huber, destinado à produção de mudas de espécies nativas para arborização urbana e reflorestamento.

A Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn), localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã, entre os municípios paraenses de Melgaço e Portel, foi inaugurada em 1993. É fruto da cooperação e parceria entre o Museu Goeldi e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Seu objetivo é possibilitar a realização de pesquisas de longo prazo, sobretudo investigações biológicas, ecológicas, físico-climáticas e antropológicas, em ambientes florestais bem conservados. A ECFPn comporta até 90 pessoas, e possui refeitório, auditório, laboratórios, barcos, torre de coleta de dados meteorológicos, acesso à internet e telefonia via satélite. Na Estação, também são desenvolvidos projetos educativos e treinamentos para estudantes, professores, técnicos da área ambiental e lideranças comunitárias da Floresta Nacional de Caxiuanã.

Perspectivas

O Museu Goeldi vem ampliando sua atuação por meio da parceria com instituições de ensino e pesquisa, organizações não governamentais e com o setor produtivo, visando à produção de conhecimento e de tecnologias sociais, a formação de acervos, a conservação ambiental, a preservação da memória cultural e a prestação de serviços especializados.

A pesquisa e a divulgação científica são entendidas como importantes indutores do desenvolvimento sustentável da Amazônia. O desafio é definir estratégias que promovam, ao mesmo tempo, a melhoria da qualidade de vida da população, a exploração racional dos recursos naturais e a conservação da extraordinária diversidade biológica, social e cultural da região.

Nos próximos anos, o Museu Goeldi atuará de forma a garantir avanços na fronteira do conhecimento científico, tecnológico e inovador, bem como a sua divulgação na sociedade. Estas ações associadas são imprescindíveis para o desenvolvimento social e econômico da Amazônia.

Missão

Realizar pesquisas, promover a inovação científica, formar recursos humanos, conservar acervos e comunicar conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionadas à Amazônia.

Visão de Futuro

Ser um centro de excelência em pesquisa e comunicação científica em suas áreas de atuação, com interações eficazes com a sociedade, e referência para a formulação de políticas públicas para a Amazônia.

comunicacao@museu-goeldi.br
www.museu-goeldi.br
(91)3219.3300 / 3249.1302
Av. Magalhães Barata, 376 – São Brás
CEP: 66040-170 – Belém – PA
Link para o site: http://www.museu-goeldi.br

Fonte: http://www.mcti.gov.br/
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