SAMBIO na SBI

SBIA Sociedade Brasileira de Ictiologia – SBI publica em Destaque artigo sobre as Coleções Zoológicas do Museu de Biologia Mello Leitão.

Oscar Akio Shibatta, Presidente da SBI diz no Editorial do Boletim: “Prezados colegas, é com grande satisfação que lançamos mais um número do Boletim, Sociedade Brasileira de Ictiologia, onde encontram-se matérias que registram a importância das instituições de pesquisa, das publicações e da história, relacionadas à ictiologia. Inicialmente, encontra-se a matéria de Luisa Sarmento-Soares e Ronaldo Martins-Pinheiro, que apresentam as coleções Zoológicas do Museu de Biologia Mello Leitão, recentemente incorporado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) como Instituto Nacional da Mata Atlântica. Essa instituição foi fundada pelo famoso ornitólogo Augusto Ruschi e mantida graças ao empenho da Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (SAMBIO)”.

Evidente, que a Associação apenas vem capitalizando durante seus vinte seis anos de existência, o entusiamo de uma grande quantidade de estudantes, professores e pesquisadores preocupados com questão ambiental e com a importância do Museu, principalmente no que ser refere a pesquisa e divulgação científica sobre a Mata Atlântica.

Veja Editorial na ìntegra

No artigo citado, os autores destacam que: “O depósito de material testemunho em coleções de instituições reconhecidas pela comunidade científica tornou-se obrigatório para conferir credibilidade científica às publicações dos novos táxons propostos […]. As Coleções Biológicas funcionam não apenas como fiéis depositárias de material testemunho de pesquisas científicas e estudos técnicos, mas são as bases para o estabelecimento de políticas públicas, visando a conservação de ambientes naturais, conforme a opinião de um grupo de curadores consultados pela Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão- SAMBIO em um recente ciclo de entrevistas.”

Os autores baseando-se nos registros das coleções, hoje disponíveis na rede mundial de computadores, informam que: “As coleções zoológicas do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, recentemente incorporado ao MCTI e transformado em Instituto Nacional da Mata Atlântica pela Lei 12.954/2014 foi iniciado por Augusto Ruschi na década de 1940.

Apesar da coleção de aves apresentar um registro anterior, de 1851 do beija-flor Archilochus alexandri, o primeiro depósito de material coletado pelo próprio Ruschi é um “besourinho” Phaethornis idaliae, com registro de 18 de maio de 1940. A coleção de mamíferos também teve início na década de 1940, com o depósito de um “gambá” Philander frenatus sem informação do coletor e com o morcego Artibeus lituratus, coletado por A. Ruschi em 16 de agosto de 1944. Também a coleção de peixes possui registros deste período, sendo o mais antigo um sarapó Gymnotus pantherinus coletado pelos irmãos Lauro e Haroldo Travassos em companhia de Teixeira de Freitas em 05 de março de 1948. A coleção de répteis e anfíbios foi iniciada mais tarde, na década de 1950.”

Mais adiante os autores ressaltam que: “Apesar de seus quase 70 anos de existência e não disporem de uma estrutura adequada, estas coleções tem conseguido manter e inclusive ampliar seus acervos. Servindo de base para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, em especial regionalmente, da ESFA – Educandário Seráfico São Francisco de Assis, em Santa Teresa e da UFES – Universidade Federal do Espírito Santo, com campus sede em Vitória. Diversos pesquisadores de outras universidades e centros de pesquisas brasileiros e do exterior também recorrem constantemente a estas coleções, seja por visitas ou por pedidos de empréstimos.”

Veja o artigo na íntegra

A SAMBIO vai continuar em seu esforço de mobilização, para que o Instituto Nacional da Mata Atlântica não fique apenas como mais um nome, em uma Lei não efetivada. Mas, para que o MCTI assuma de fato esta grande tarefa que é a de que finalmente nossa sofrida Mata Atlântica tenha um Instituto preocupado com a sobrevivência de sua flora e fauna.

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